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Por Rodrigo Alves de Carvalho
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05 de January de 2012 |
Religiosamente uma vez por mês acontece uma coisa comigo. Não, não é a conta da luz ou do telefone que tenho que pagar, tampouco o contracheque no meu emprego.
Trata-se de uma coisa pessoal, relacionada com meu organismo.Espera um pouco! Não é isso que você está pensando, caro leitor, até porque sou homem. Não é a TPM, estou falando da gripe.
Não sei se é falta de vitamina C ou falta de imunidade, mas o caso é que em três semanas estou forte e alegre, bebericando minha cerveja nos botecos da vida e curtindo as baladas noturnas na região, mas na quarta semana, lá estou eu com a garganta arranhando, o nariz parecendo uma bica e espirrando sem parar.
Minha mãe diz que justamente por tomar cerveja gelada e ficar no sereno à noite toda é que fico gripado. Mas não dá para tomar cerveja quente e curtir balada durante o dia (até porque não tem).
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Venta porque morreu padre |
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Por Rodrigo Alves de Carvalho
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03 de January de 2012 |
- Que ventania danada hoje?
- Deve ser porque morreu algum padre!
O amigo olha bem para o outro e cai na gargalhada.
- Que idiotice! Vai me dizer que acredita nessa crendice?
- Claro, desde pequeno ouço falar que quando venta muito, com certeza é porque morreu um padre.
- E já morreu algum padre para você confirmar?
- Nunca soube. Mas é impossível que no mundo inteiro não tenha morrido um padrezinho sequer nos dias de ventania.
O amigo não para de rir.
- Então quando tem um furacão ou um tornado é porque morreram uma centena de padres de uma vez?
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A gastrite e o sal de frutas |
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Por Rodrigo Alves de Carvalho
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20 de January de 2009 |
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O estômago continua queimando. Acho que exagerei nos pedaços de bolo que minha mãe fez especialmente para mim. O pior não é ficar com vontade de comer bolo e não ter alguém para fazê-lo, o pior é ter alguém para fazê-lo e você sofrer de gastrite e passar mal após o primeiro pedacinho. Não consigo entender como o funcionamento do corpo pode interferir tanto em meus procedimentos cotidianos. Essa gastrite está atrapalhando bastante meus planos. A gastrite começa bem no fundo, nas entranhas do estômago, é uma queimação pequena que aos poucos parece incendiar todo o corpo, deixando-me com uma forte vontade de ficar deitado e sem fazer nada. A boca fica amarga e de vez em quando solto um arroto fino, quase imperceptível, para os outros, mas esse arroto sai da garganta totalmente quente e trás lembranças do bolo que acabei de comer. Se eu não me engano foi minha vizinha quem disse: “suco de couve é bom para a gastrite".
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Por que espirramos quando olhamos para o sol? |
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Por Rodrigo Alves de Carvalho
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09 de March de 2009 |
Ficar resfriado é uma das coisas mais constrangedoras que uma pessoa
pode ter. Não é a pior coisa do mundo porque existem doenças muito pior
que nem é bom mencionar.
Mas o tal do resfriado é constrangedor
porque faz-nos escravos de nossas súbitas vontades de limpar o nariz,
tossir e espirrar. Mais constrangedor é estarmos resfriados e ninguém
mais estar. Somos os únicos a interromper uma conversa para pegar o
lenço ou o papel e assoar o nariz, sem contar a assadura em nosso
aparelho nasal e as feridas que sempre arrebentam em nossa boca. As malditas
perebas. O pesadelo para quem pretende sair no final de semana para
beijar muito. Quem é que vai querer beijar um cara com a boca infestada
de pereba? Principalmente se a pereba estiver no estágio de pus.
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Por Rodrigo Alves de Carvalho
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07 de December de 2008 |
A irresistível tentação de cheirar o fio dental depois de limpar os dentes foi que me fez abraçar a profissão de dentista.
Hoje sou respeitado no meio da odontologia, mas confesso que essa minha pequena “tara”, poderia por em cheque minhas atitudes profissionais e até acabar com minha carreira.
Que culpa tenho de gostar de cheirar o fio dental depois de limpar os dentes?
Comecei desde pequenino, quando cutucava o dente com a ponta de palito de fósforo e depois levava ao nariz. Sei que o cheiro pode não ser agradável para as pessoas, porém, para mim, era como um pedaço de mim, algo passado, que estava preso a mim. Um pedaço de carne, resto de comida que havia almoçado e estava presente ainda em minha boca. Não dá para explicar, só cheirando para descrever o que sentia.
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Por Rodrigo Alves de Carvalho
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16 de August de 2010 |
Carlos, Josimar, Júlio César, Edinho, Branco, Elzo, Alemão, Sócrates, Júnior, Zico e “eu”
Eu mesmo.
Era essa a seleção que tinha em mente naquele final de 1986. Achava que jogando ao lado de Zico, o Brasil não teria sido eliminado da Copa no México.Só não sabia como uma criança de onze anos poderia estar nessa seleção, mas eu sonhava, era fácil sonhar quando criança.
Naquela época tudo o que eu fazia era jogar bola, claro que estudava, mas não gostava muito, só gostava mesmo era de jogar bola.
Não era nenhum futuro craque, mas fazia meus golzinhos de vez em quando. Na minha rua pintamos dois gols, fizemos as áreas, o meio campo e juntávamos a molecada para jogarmos bola, o único problema era a rua em ladeira e quando chutávamos descida abaixo o coitado do goleiro tinha que ir buscar a bola.
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